OFICINAS

 

Estão abertas as inscrições até o dia 16/03/2018 (sábado) para as sete oficinas que serão oferecidas durante o congresso. As inscrições serão realizadas diretamente com os organizadores das oficinas (contatos abaixo). 

 

Oficina 1: CONSTRUINDO PROPOSTAS A PARTIR DAS PEDAGOGIAS QUE EMERGEM DOS CONFLITOS AMBIENTAIS, DAS LUTAS POPULARES E DOS MOVIMENTOS SOCIAIS: PERSPECTIVAS DESDE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A ECOLOGIA POLÍTICA

 

Organizadores:

Grupo de Estudos em Educação Ambiental Desde el Sur: Anne Kassiadou (UNIRIO)

Celso Sánchez (UNIRIO) e

Stephanie Di Chiara Salgado (UNIRIO)

 

Contato que receberá inscrições: annekmenezes@hotmail.com

 

Resumo:

A presente Oficina tem por objetivo suscitar reflexões e diálogos sobre as pedagogias que emergem dos conflitos ambientais, das lutas populares e dos movimentos sociais, a partir da Educação Ambiental de Base Popular em diálogo com a Ecologia Política. Pautados na perspectiva da Ecologia de Saberes, busca-se construir um momento de ensino/aprendizagem que favoreça a reflexão sobre o papel da Educação Ambiental e da Ecologia Política frente aos Grandes Projetos de Desenvolvimento na América Latina e ao contexto das injustiças ambientais e do racismo ambiental. Busca-se também socializar práticas do Grupo de Estudos em Educação Ambiental Desde el Sur (GEASur/UNIRIO) e as experiências do Curso de Extensão em Ecologia Política e Educação Ambiental de Base Comunitária na América Latina. Sugere-se como público-alvo da Oficina, pesquisadores e estudantes, representantes de movimentos sociais, das lutas populares e de populações tradicionais.

Obervação: os organizadores irão emitir certificado de participação com carga horária de 3h30, via e-mail, para todos os presentes na oficina.

 

Número de vagas: capacidade do auditório.

Local: Auditório Instituto de Matemática

Data e horário: 18/03/2019 - 9:00h ás 12h30

 

 

Oficina 2: DANÇA SENSORIAL HÁPTICA (Artivistas)

 

Organizadora:

Marta Bezerra

 

Contato que receberá inscrições: martakaruna@gmail.com (recebe inscrições até 17/03)

 

Resumo:

A proposta consiste em apresentar os estudos sobre a ecologia do corpo, a partir de experiências ecossomáticas realizadas em contato com as texturas da natureza. Essa prática de movimento criativo visa o desenvolvimento da criatividade corporal e da educação ambiental a partir  da percepção háptica e da relação corpo-ambiente. Aberta para todas as pessoas interessadas em ampliar sua imaginação criativa e desenvolver novos campos de percepção. Nesta oficina a inteligência do toque é o principal elo de ligação entre o ser humano e a ecologia do corpo. Importante que os participantes da oficina usem roupas leves (para a aula na sala), trajes de banho (para a aula na praia) e levem toalha de banho, água e protetor solar.

 

Número de vagas: 20 vagas

Local: Sala 5 da Escola de Dança

Data e horário: 18/03/2019 - 9:00h às 12h30

 

 

Oficina 3: INTRODUÇÃO AO TEATRO DO OPRIMIDO

Organizador:

Flávio José Rocha da Silva (Educação Ambiental e Teatro do Oprimido)

 

Contato que receberá as inscrições: flaviojoserocha@gmail.com

 

Resumo:

O Teatro do Oprimido (TO) é um método teatral criado por Augusto Boal no início da década de setenta e que começou a dar os seus primeiros passos em São Paulo. Era um tempo de ditadura civil-militar no Brasil e as liberdades políticas eram tolhidas dos cidadãos que discordassem do regime autoritário vigente e a censura à imprensa e aos artistas era a tônica corrente por parte do governo. O nascimento do TO como sistema teatral aconteceu em 1971 resposta a essa situação. Foi nesse ambiente que Augusto Boal começou a usar o teatro para denunciar as opressões sociais e econômicas do nosso povo. Se no seu início o TO trabalhava com temáticas relacionadas com a questão das opressões de classe e contra as ditaduras militares na América Latina, nos últimos anos, ele revelou-se como uma importante ferramenta pedagógica para a discussão dos mais abrangentes problemas enfrentados pela população mundial. Há grupos de TO nas prisões, nos manicômios e nas escolas. Há grupos discutindo a questão do racismo, da homofobia e do sexismo, além das questões socioambientais. Por não impor uma temática e respeitar os limites e possibilidades de cada grupo, o TO torna-se acessível à qualquer pessoa que tenha o desejo de fazer teatro mesmo sem experiência anterior com esta arte e discutir assuntos relevantes em nossa sociedade. Praticaremos alguns dos jogos e exercícios criados e elaborados por Boal que buscam a desmecanização do corpo e da mente. Em todos eles há a intenção de estimular os sentidos da memória e as inter-relações. Enquanto os exercícios ajudam a perceber o corpo, os jogos são essenciais para o processo da aprendizagem, pois é alimento dialógico para a liberdade criadora.

 

Número de vagas: 25

Local: Vão Livre do Ihac

Data e horário:

18/03/2019 - 14:00h ás 16h30 - Oficina

19/03/2019 - 10h30 ás 10h45 - Apresentação

 

 

Oficina 4: OFICINA DE GRAFISMOS

 

Organizador:

Denilson Baniwa

               

Contato que receberá as inscrições: denilsonbaniwa@gmail.com

 

Resumo:

As populações indígenas mantiveram por séculos suas tradições de pinturas corporais e decorativas usando pigmentos encontrados na natureza, os desenhos gráficos e as narrativas a partir deles contribuem para que a cultura mantenha-se viva ao longo dos tempos.

Entender os simbolismos e o momento da criação dos grafismos é importante para que possamos compreender o modo indígena de ver o mundo. A oficina é dividida em duas partes, a primeira onde serão apresentados as diversidades de padrões gráficos existentes no Brasil e como diferentes povos indígenas criam seus padrões gráficos a partir da observação do mundo ao redor; na segunda parte será possível aplicar de forma prática os ensinamentos, onde cada aluno poderá criar seus grafismos com os materiais disponíveis e fazer cartazes que podem ser usados para manifestações de resistência pela arte

 

Número de vagas: 20

Local: Sala 1-B - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo

Data e horário: 19/03/2019 - 9h às 12h30

 

 

Oficina 5: PROSA: ESCOLA DE FORMAÇÃO DE AUTOPRODUTORES EM PROCESSOS SOCIOAMBIENTAIS

 

Organizadora:

Viviane Zerlotini Da Silva

 

Contato que receberá as inscrições: vivianezerlotini@gmail.com

 

Resumo:

O objetivo dessa proposta é replicar a Escola de Formação de Autoprodutores em Processos Socioambientais – a PROSA: um conjunto de processos e ações formativas e de experimentação prática para a autoprodução do espaço, em resposta aos desafios da promoção de processos socioambientalmente sustentáveis de urbanização. A expectativa é que outras tecnologias de construção e de urbanização, ditas como alternativas ou marginais, possam reverter processos da urbanização extensiva e predatória, tornando-se promissoras tanto a autoprodutores quanto a estudantes, professores, técnicos, operários e outros praticantes da Arquitetura e Urbanismo. A versão do PROSA para a oficina consiste em realizar uma caminhada na linha de drenagem da mata do campus Ondina até a praia, para compreender o caminho das águas, avaliar os impactos da urbanização na microbacia e indicar caminhos para a promoção de processos socialmente sustentáveis de urbanização. Os participantes da oficina deverão usar vestimentas adequadas para a caminhada, levar água, usar repelente e protetor solar.

 

Número de vagas: 20 participantes

Local: Auditório Posgeo - Instituto de Geociências

Data e horário: 19/03/2019 - 9:00h ás 12h30

 

 

Oficina 6: MOVILIZAR LOS CUERPOS-TERRITORIO: PERFORMANCES REFLEXIVAS PARA LA PRÁTICA POLÍTICA

Organizadores:

Lucrecia Raquel Greco (Universidade de Buenos Aires),

Armindo Pinto e

Teatro do Oprimido de Salvador

 

Contato que receberá as inscrições: lucregre@yahoo.com.ar

 

Resumo:

El taller propone brindar herramientas para la inclusión de acciones performáticas en las luchas por la defensa del territorio y del territorio cuerpo. Buscamos así movilizar y crear saberes-corporalidades descolonizantes, pensando-sintiendo nuestros “territorioscuerpos”, en cuanto espacios cruciales de emancipación (Cabral, 2010). Proponemos diversas experimentaciones reflexivas para anclar en la potencia expresiva de decir desde nuestras corporalidades situadas, recurriendo a diversos lenguajes estético-teórico-políticos (teatro del oprimido, butoh, ontologías indígenas y afrobrasileñas, ecofeminismo, antropología). Metodología y propuesta de evaluación: Desde nuestras diversas trayectorias proponemos cruzar experiencias y narrativas populares, reflexiones antropológicas y lenguajes estético-expresivos. Consideramos que las propuestas estéticas y existenciales del butoh y la ancestralidad afrobrasileña proporcionan algunas herramienta para profundizar en territorios- cuerpo , experimentar otros modos de estar en mundo que cuestionan la dicotomía naturaleza-cultura y más específicamente experiencias hegemónicas de perso a individual y del territorio y la naturaleza como recurso. Las técnicas del teatro del oprimido y de la antropología del cuerpo nos brindan herramientas para pensar reflexiva y críticamente las posiciones antropocéntricas y la explotación de nuestros territorios y territorios cuerpo así como el lugar de saberes subalternizados. De esta manera, buscamos reintegrar diversas formas de conocimiento práctico, a través de una crítica decolonial que ponga en diálogo diversas tradiciones de pensamiento-movimiento.

 

Número de vagas: 20 participantes

Local: Auditório 1 - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo

Data e horário:

19/03/2019 - 9:00h ás 12h30

20/03/2019 - 9:00h ás 12h30

 

 

Oficina 7: GEOGRAFIANDO PARA LA RESISTENCIA: METODOLOGÍAS CRÍTICAS PARA LA DEFENSA DEL TERRITORIO

 

Organizadores:

Melissa Moreano

Colectivo de Geografía Crítica del Ecuador

 

Contato que receberá as inscrições: mel.moreano@gmail.com

 

Resumo:

El taller práctico propone compartir las reflexiones y metodologías que hemos trabajado en el Colectivo y que están plasmadas en la serie de cartillas “Geografiando para la resistencia”, que incluye los títulos “Cartilla para la defensa territorial”, “Geografìas feministas: el feminismo como práctica espacial” y “Territorio y comunes: utopías y desafíos”. Presentaremos las cartillas y experimentaremos con las diversas metodologías de cartografía social propuestas. Estas metodologías nos han servido para analizar cómo opera el Estado, en conjunción con el capital, sobre el territorio nacional y resaltar las resistencias territoriales a los megaproyectos del capital; a reflexionar sobre las afectaciones diferenciadas por género de los impactos territoriales, poniendo el acento en el cuerpo como primera escala de análisis; y a comprender a “los comunes” como procesos sociales y salir de las visiones un tanto esencialistas de los territorios. El taller está dirigido a personas que trabajen con organizaciones territoriales, con interés en la catografía social y los procesos de resistencia territorial.

 

Número de vagas: 20 participantes

Local: Auditório 2 da Faculdade de Arquitetura

Data e horário: 20/03/2019 - 9h-12h30

Oficina 8: ARTES, PNEUS E SOLUÇÕES SOCIAMBIENTAIS

 

Organizador: Arnaldo Ramos, admarnaldoramos@yahoo.com.br

(As inscrições deverão ser efetuadas presencialmente)

 

Resumo:

A oficina irá abordar técnicas e conceitos destinados à reutilização de pneus inservíveis para a produção criativa de cadeiras, brinquedos, vasos e outros. O objetivo, além do compartilhamento das técnicas envolvidas, é promover a conscientização sobre os impactos sociais e ambientais gerados pelo descarte irregular de pneus usados e inservíveis.  O que é um problema ambiental e de saúde  pública poderá ser uma solução alternativa de renda. Serão também discutidas noções sobre a politica nacional de resíduos sólidos e especialmente sobre a resolução sobre pneus.

Número de vagas: 20 pessoas

Local: Corredor da feira agroecológica da UFBA

Data e horário: 20/03/2019 - 9h às 12h30

IIIº CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE ECOLOGIA POLÍTICA    © 2019