LANÇAMENTO DE LIVROS

Terça-feira – 17h15 às 18h00

LOCAL: Corredor da Feira Agroecológica da UFBA - Instituto de Biologia

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Revista: Tuíra (2019) - baixe o pdf aqui

Escola de Ativismo e autores convidados

Editora Escola de Ativismo

 

Uma revista que é muitas. Que não faz contar o que acontece na hora que acontece. Que toma distância, mas não é distante. Que faz avaliação, que faz análise, mas (quase) não faz citação. Que extrapola a situação. Que faz paradoxo, que transita pelo arco do devir. 1968, 2018, 2019, mais de 50 anos de paradoxos. Nada mudou, nada está no (mesmo) lugar. 

 

 

Alternativas sistêmicas: Bem Viver, decrescimento, comuns, ecofeminismo, direitos da Mãe Terra e desglobalização (2019)

Pablo Solon (org.)

Editora Elefante

 

Este livro parte da premissa de que estamos vivendo uma crise sistêmica que só pode ser resolvida com alternativas sistêmicas. O que a humanidade enfrenta não é só uma crise ambiental, econômica, social, geopolítica, institucional e civilizatória. Essas crises são parte de um todo. É impossível resolver qualquer uma delas sem abordar conjuntamente todas as outras. Elas se retroalimentam. As estratégias unidimensionais são incapazes de resolver essa crise sistêmica e, pelo contrário, correm o sério risco de agravá-la.

 

Granjeras del Mar: Luchas y Sueños en Coliumo (2018)

Gloria L Gallardo Fernández

Andros Impresores

 

This book focuses on the experience of women in Coliumo, in southern Chile, who in the heat of the struggle for coastal resources with fishermen from an adjacent fishing cove, organized themselves and were successful in applying for and obtaining exclusive use rights in coastal marine areas under the system of Territorial Rights of Use for Fishing (TURFs). Gaining entitlements to TURFs soon evolved into a new struggle for resources, this time among women aligned with different fishing unions in Coliumo. The outcome of this struggle was the creation of a second TURFs, again governed only by an all-women fishing union. This demonstrated once again, that in addition to the women’s role as seaweed collectors, they were able to effectively exercise their recently acquired negotiation and managerial skills. These were capacities that even local fishermen came to admire. What began as a conflict with fishermen from another cove, became an avenue where two all-women fishing unions became managers of two TURFs entitlements in the village. The women’s capacities to effectively manage their TURFs entitlements and related resources has resulted in increases in income and enhanced standing in their communities. The fishing union examined in the study will soon be moving up the value chain from seaweed collectors to producers. With the support of the State, there are also plans to develop small-scale algae aquaculture. Through the collective exercise of their own agency the women of Coliumo have empowered themselves not only as fishers and workers but also as resource managers, entrepreneurs and community leaders.

 

Apropriacionismo e substitucionismo dos recursos pesqueiros no Pará: a "pesca no pé da barragem" e o parque aquícola Breu Branco III (2019) - baixe o pdf aqui.

Mariana Neves Cruz Mello

Editora Itacaiunas

 

A presente obra aborda a tentativa da transformação ontológica do pescador artesanal em piscicultor, por meio do estímulo e mitigação à implantação de parques aquícolas como medida de compensação social a pescadores artesanais cujo local de moradia e trabalho foram afetados pela construção e/implantação de Usinas Hidrelétricas, destacando a Usina Hidrelétrica de Tucuruí e o Parque Aquícola Breu Branco III. Tratam-se de projetos estatais altamente entrópicos que tem por subsídios os processos apropriacionismo e substitucionismo dos recursos pesqueiros (GOODMAN et al., 1990), assegurados no ordenamento pesqueiro brasileiro, por meio de uma legislação que aloca pesca e aquicultura lado a lado, invisibilizando saberes, práticas e sujeitos que compõe essa complexa atividade, sendo a atividade da pesca considerada setorial.

Destacamos que as populações autóctones que realizava a pesca na área do lago, adaptaram-se ao novo contexto ecológico construído após a implantação da Usina hidrelétrica e passaram a extrair o pescado por meio de outra técnica de pesca, a pesca no pé da barragem. Tal modalidade apresenta latente risco à vida dos pescadores e passa a ser desestimulado pelas autoridades locais, que tem, na piscicultura, a possibilidade de substituição desta técnica de pesca, afinal, na pesca e na piscicultura, o produto final é o mesmo. Desta forma, pescadores artesanais idosos e semi-analfabetos são estimulados a tornarem-se empreendedores por meio do agronegócio da piscicultura.

Novas práticas exógenas, foram estimuladas, todavia, não foram internalizadas, resultando na desunião entre os pescadores beneficiários do Parque Aquícola, que tentam angariar maiores ganhos individuais, estimulados por uma lógica de acumulação do capital e racionalidade produtiva.

Este trabalho soma-se a trabalhos que expõem que o modelo de desenvolvimento brasileiro fagocita modos de re(existir) de populações tradicionais por meio da inserção de atividades não sustentáveis e entropicamente irreversíveis, inserindo cenários caóticos no seio da relações ecológicas e sociais, disfarçados de projetos de geração de renda e promoção da autonomia destas populações.

 

Ecologia Politica en America Latina. Volumen 1 y 2 (2018)

Héctor Alimonda,  Catalina Toro Pérez e Facundo Martín (Coordenadores)

Edição CLACSO – Ediciones Ciccus

 

La Ecología Política de América Latina desde su emergencia se viene constituyendo en una relación activa de permanente intercambio y retroalimentación con los muy diversos movimientos y luchas que protagonizan conflictos en diferentes escalas y circunstancias, recogiendo las críticas a los modelos de desarrollo de vigencia hegemónica y delineando con ellos otros futuros posibles. En este sentido, los dos volúmenes que presentamos mantienen el diálogo sobre los debates epistemológicos de la Ecología Política latinoamericana a la vez que se entroncan con las prácticas teóricas, políticas y territoriales, que han caracterizado a nuestra región. Esta marca de origen se basa en la convicción del vínculo, por momentos tenso y conflictivo pero también creativo y productivo, entre el imperativo del refinamiento de las herramientas teórico-políticas para asumir el análisis crítico y la construcción sostenida de alternativas frente al saqueo, el despojo y la devastación socio-ambiental.

 

Fracking e exploração de recursos não convencionais no Brasil: riscos e ameaças (2017) - baixe o pdf aqui

Instituto de Análises Sociais e Econômicos (IBASE). Júlio Holanda (Org).

Editora IBASE

 

A obra espera contribuir com o debate público acerca dos riscos e ameaças do fracking, e principalmente, da discussão mais ampla sobre a geração de energia, controle social e participação democrática, definição de políticas públicas e modelo de desenvolvimento do nosso país. Vários autores contribuem com uma discussão sincera e ampla sobre o tema a partir de vários pontos de vista. Vale a pena a leitura!

 

Brasil-África: cooperação e investimentos (2019)

Elsa Sousa Kraychete (Org)

UEFS Editora

 

A partir de amplo interesse temático sobre a África e as suas relações com o Brasil, este livro é composto por textos que repercutem resultados de investigações realizadas , em sua maior parte, no âmbito do grupo de pesquisas Laboratório de Análise Política Mundial LABMUNDO/ UFBA, que nos estudos africanos, atua em rede que congrega cinco universidades baianas: Universidade Federal da Bahia; Universidade Federal do Recôncavo da Bahia; Universidade do Estado da Bahia; Universidade Estadual de Feira de Santana e Universidade Católica de Salvador.

Nos sete capítulos que integram o livro são encontrados argumentos que contribuem para entender: 1. as recentes transformações socioeconômicas que caracterizam o continente africano, como também compreender o lugar que ocupa a África na geopolítica mundial; 2. as relações entre o Brasil e a África caracterizada por períodos de aproximações e de afastamentos; 3. a presença brasileira no continente africano analisada pela via da cooperação para o desenvolvimento internacional implementada pelo governo brasileiro e pela realização de investimentos. Os argumentos que conduzem cada capítulo buscam responder indagações postas por cada um dos autores na realização do projeto de pesquisa O Brasil na Cooperação Sul-Sul: América do Sul, África e BRICS financiado pela Fundação de Amparo a pesquisa do Estado da Bahia – FAPESB e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPQ (Edital 09/2014).

 

 

Educação Ambiental Desde el Sur (2018)

Anne Kassiadou, Celso Sánchez, Daniel Renaud Camargo, Marcelo Aranda Stortti, Rafael Nogueira Costa (Org)

NUPEM Editora

 

O livro “Educação Ambiental Desde El Sur” apresenta-se como produto de um esforço coletivo do Grupo de Estudos de Educação Ambiental Desde El Sur da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (GEASUR - UNIRIO), voltado a pensar e praticar uma educação ambiental crítica. Os autores apresentam com clareza sua compreensão da vertente crítica da educação ambiental, situando-a no terreno das lutas pelos bens comuns, no diálogo com a Ecologia Política e na busca da construção de um pensamento decolonial, com ênfase às raízes latino-americanas. Suas discussões trazem uma contribuição importante, voltada à construção e ao fortalecimento de uma educação ambiental crítica, perpassada por um olhar que valoriza a alteridade e não se subordina à tradição colonial de pesquisa e educação.

 

A Arte de Caminhar: Ilha de Maré (2018)

Karla Brunet (organizadora)

Edição Ecoarte/UFBA

 

O livro A Arte de Caminhar: Ilha de Maré é uma coletânia de artigos e produções artísticas resultantes do projeto A Arte de Caminhar, realizado na Ilha de Maré, Salvador, BA, Brasil. O projeto foi contemplado pelo Edital Proext/UFBA ACCS 2018.1.​

 

Amazona - A História de um Rio (2019)

Karla Brunet (direção)

Edição Ecoarte

 

“Amazonas. A História de um Rio”, uma cartografia audiovisual afetiva. É uma coleção de vídeos curtos, documentação, visualização de dados, white board, rotoscopia, crítica ambiental e clipes de texto que criam uma narrativa audiovisual geolocalizada do rio Amazonas. O enredo dessa narrativa mapeada em vídeo foi a primeira expedição de canoa havaiana ao longo do rio Amazonas, de Santarém a Belém. Foram quase 1000 km de remo neste grande e misterioso rio. Umidade, calor, mosquitos, cansaço fizeram parte da grandeza dessa experiência de 11 dias para sentir o maior rio do mundo com nossos próprios corpos.

“Amazonas. A História de um Rio” tenta recriar essa experiência vivida durante a expedição e reúne sentimentos que temos sobre o rio com um pensamento crítico sobre o desmatamento, piratas, situação da população indígena e dados da Amazônia.

 

La selva de los elefantes blancos. Megaproyectos y extractivismos en la Amazonía ecuatoriana (2017)

Japhy Wilson e Manuel Bayón

Aby Ayala Editora

 

¿Quién dijo que en la selva ecuatoriana no hay elefantes? Los hay. Y son enormes (y costosos). Dos investigadores: Japhy Wilson y Manuel Bayón fueron a buscarlos. Y descubrieron que están cobijados por las “fantasías utópicas” y por un modelo de conquista de la Amazonía que, desde tiempos del caucho, se reproduce. En su intrépida expedición, los autores de este libro, desde su mirada crítica, develan sus hallazgos y los comparten con los lectores: un personaje digno de una nueva versión de Fitzcarraldo; dos ciudades fantasma bautizadas como Ciudades del Milenio, a la que les empieza a crecer el monte y que seguramente en poco tiempo más serán tragadas por la selva; un centro de estudios de nombre shuar que va del bio-socialismo a la bio-tecnología; un puerto para cubrir la ruta Manta-Manaos en el que permanecen inmóviles las barcazas que, en el primer viaje, quedaron varadas en los bancos de arena que forman el curso del río Napo. Estos elefantes son blancos, visten de neocolonialismo y traen consigo el despojo de territorio. Tras los elefantes van un emperador y una Revolución, desnudos, con un gran proyecto: extraer los recursos no renovables y, a cambio, compensar y urbanizar a unas comunidades indígenas. Los indígenas, por su parte, haciendo uso de su derecho a la resistencia, ríen al verlos pasar, mientras beben un enorme tazón de chicha. Ríen, porque la historia de constantes conquistas se repite.

 

 

Editoras presentes: EDUFBA, Expressão Popular, Consequência e Elefante.

IIIº CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE ECOLOGIA POLÍTICA    © 2019